G.E.T.U.H.

GRUPO ESPÍRITA TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

"Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, Médium.

Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo (...). Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos Médiuns".

 

O Livro dos Médiuns, cap. XIV

 

 

 

"Mediunidade Espírita, porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pelas renúncias às paixões, ao mesmo tempo abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir".

Livro: Oferenda, Joanna de Ângelis (espírito), psicografado por Divaldo Franco

 

    A mediunidade é a faculdade natural pela qual se sente e transmite a influência dos Espíritos, ensejando o intercâmbio e a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. A sintonia entre os encarnados e desencarnados, através da mediunidade, permite uma percepção de pensamentos, vontades e sentimentos. O Espiritismo ensina que a mediunidade com Jesus oferece uma oportunidade de servir e de praticar a caridade.

Graças ao exercício equilibrado da mediunidade, o homem tem a oportunidade de resgatar  desajustes adquiridos em encarnações anteriores, ao mesmo tempo que auxilia os companheiros de jornada que já se encontram no mundo espiritual.

Sendo inerente ao ser humano, a mediunidade pode ser encontrada em qualquer pessoa, independente da Doutrina Religiosa, idade, sexo, condição social ou moral.

Vivemos constantemente em contato com o mundo espiritual. A influencia que os espíritos tem sobre os pensamentos e atos dos encarnados se faz  sentir pelo grau de afinidade mantido com eles. Inúmeros Espíritos Benfeitores estão constantemente se comunicando com os encarnados, por via inspirativa ou intuitiva, basta que o encarnado se coloque receptivo à caridade, à fraternidade, ao amor, à paciência, ao bem querer. O tipo de influência espiritual que o homem encarnado tem, depende dos seus sentimentos, da sua realidade íntima, de sua vida mental.  

A mediunidade não foi concedida ao homem para um simples passatempo ou para satisfação dos  caprichos pessoais. Mediunidade é uma realidade que deve ser tratada com seriedade e, possuindo-a, o encarnado tem a responsabilidade de buscar compreender e aprender . O estudo constante e a prática séria, sob a tutela das lições morais do Mestre Jesus, é o caminho a ser trilhado pelo médium responsável.

A mediunidade pode ser ostensiva e apresentar bem aflorada em  alguns casos, desde a infancia ou adolecencia. Em outros casos, a mediunidade é desenvolvida pelo estudo e trabalho sério. É fundamental que o médium faça uma reforma íntima. Educar e desenvolver a mediunidade, é aprender a usá-la  com equilibrio e amor. O médium deve cultivar virtudes como a bondade, a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade, a sinceridade, a fraternidade e o amor.

O cultivo da prece, a comunhão constante com Jesus, o estudo das lições ensinadas por Ele e leituras edificantes, em conjunto com o exercício diário de Seus ensinamentos como: "Vigiai e Orai"Lucas- 21,36, e "Amar ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas" Mateus -22,37-39, são programas de vida que fortificam, auxiliam e indicam o caminho, não somente para o médium, mas para todos que querem melhorar e evoluir .

 

Geralmente, os médiuns tem uma aptidão especial para os fenômenos desta ou daquela ordem, de modo que há tantas variedades quantas são as espécies de manifestações. ( Livro dos Médiuns, cap XIV)

As principais são:

 

  • Médiuns de efeitos físicos- são particularmente aptos a produzir fenômenos materias, como os movimentos dos corpos inertes, os ruídos, etc.

  • Médiuns sensitivos ou impressionáveis - assim são denominadas as pessoas capazes de sentir a presença dos Espíritos por meio de uma vaga impressão, uma espécie de leve atrito, de discreto arrepio sobre todos os seus membros, sensação que elas não podem explicar.

  • Médiuns audientes - são os que ouvem a voz dos Espíritos..., trata-se de uma voz interior que se faz ouvir no foro íntimo das pessoas. De outras vezes é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva. Os médiuns audientes podem, assim, conversar com os Espíritos.

  • Médiuns falantes - neles o Espírito atua sobre os órgãos da palavra. O médium falante geralmente se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas completamente estranhas às suas idéias habituais, aos seus conhecimentos e, até mesmo, fora do alcance de sua inteligência. Nem sempre, porém, a passividade do médium falante é tão completa assim. Alguns têm intuição do que dizem, no momento exato em que pronunciam as palavras.

  • Médiuns videntes - são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Alguns gozam desta faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados, e conservam a lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo. O médium vidente julga ver com os olhos, como os que são dotados de dupla vista; mas, na realidade, é a alma quem vê, razão pela qual eles tanto vêem com os olhos fechados, como com os olhos abertos.

  • Médiuns sonambúlicos- o sonambulismo pode ser considerado como uma variedade da faculdade mediúnica, ou melhor, são duas ordens de fenômenos que frequentemente se acham reunidos. O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; é sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. Ele tira de si mesmo o que expressa.(...) Em resumo, o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento, ao passo que o médium expressa o pensamento de outrem.

  • Médiuns curadores - este gênero de mediunidade consiste principalmente no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação.(...) Evidentemente, o fluído magnético desempenha ai importante papel; porém, quando se examina o fenômeno com cuidado, facilmente se reconhece que há mais alguma coisa.

  • Médiuns pneumatógrafos - são os que tem aptidão para obter a escrita direta, o que não é possível a todos os médiuns escreventes.(...) Só a experiência é capaz de revelar se alguém a possui.

  • Médiuns escreventes ou psicógrafos - entre as faculdades mediúnicas, a de escrever é a mais suscetível de ser desenvolvida pelo exercício. A categoria se divide em: mecânicos, intuitivos, semimecânicos, inspirados ou involuntários e pressentimentos.*

 

* O Livro dos Médiuns reúne o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade e as dificuldades e escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo, além de precioso vocabulário Espírita na sua parte final.

Da leitura e consulta indispensável para os espíritas, será também valiosa fonte de conhecimento para qualquer pessoa que se interesse pelo fenômeno mediúnico, seja qual for a religião que professe...

Preâmbulo - Livro dos Médiuns - Allan Kardec